Mensagem do dia ~*

“Quando a última árvore tiver caído,
quando o último rio tiver secado,
quando o último peixe for pescado,
vocês vão entender que dinheiro não se come.”

Greenpeace

segunda-feira, 17 de agosto de 2009

Energia Solar

O que é?

Energia solar é a designação dada a qualquer tipo de captação (e, em certo sentido, da energia térmica) proveniente do Sol, e posterior transformação dessa energia captada em alguma forma utilizável pelo homem, seja diretamente para aquecimento de água ou ainda como energia elétrica ou mecânica.

No seu movimento de translação ao redor do Sol, a Terra recebe 1 410 W/m2 de energia, medição feita numa superfície normal (em ângulo reto) com o Sol. Disso, aproximadamente 19% é absorvido pela atmosfera e 35% é refletido pelas nuvens. Ao passar pela atmosfera terrestre, a maior parte da energia solar está na forma de luz visível ou luz ultravioleta.

Energia solar é aquela proveniente do Sol (energia térmica e luminosa). Sendo depois utilizada pelo Homem como energia elétrica ou para o aquecimento de água.



Como é utilizada?

A energia solar é aproveitada através de painéis e coletores solares. Os painéis solares são dispositivos que convertem a energia da luz do sol em energia elétrica. Estes são compostos por células solares. Estas células criam uma diferença de potencial elétrico por ação da luz, ou seja, absorvem a energia do sol fazendo a corrente elétrica fluir entre duas camadas com cargas opostas.
Os coletores solares captam a radiação solar aquecendo uma placa coletora. A acumulação da radiação irá transferir energia sob a forma de calor para a serpentina de tubos com um fluido, aquecendo-o. Como o fluido a temperatura superior é menos denso, irá subir até ao reservatório com água da rede. Ao passar no seu interior, o fluido irá transferir energia sob a forma de calor para a água no depósito. Esta poderá ser então utilizada. Após esta transferência, o fluido terá arrefecido, ficando mais denso e descendo de volta ao coletor, onde reiniciará o seu ciclo.

Vantagens:

* A energia solar não polui durante seu uso. A poluição decorrente da fabricação dos equipamentos necessários para a construção dos painéis solares é totalmente controlável utilizando as formas de controles existentes atualmente.
* As centrais necessitam de manutenção mínima.
* Os painéis solares são a cada dia mais potentes ao mesmo tempo que seu custo vem decaindo.
* A energia solar é excelente em lugares remotos ou de difícil acesso, pois sua instalação em pequena escala não obriga a enormes investimentos em linhas de transmissão.
* Em países tropicais, como o Brasil, a utilização da energia solar é viável em praticamente todo o território, e, em locais longe dos centros de produção energética, sua utilização ajuda a diminuir a demanda energética nestes e consequentemente a perda de energia que ocorreria na transmissão.


Desvantagens:

* Os preços são muito elevados em relação aos outros meios de energia.
* Existe variação nas quantidades produzidas de acordo com a situação atmosférica (chuvas, neve), além de que durante a noite não existe produção alguma, o que obriga a que existam meios de armazenamento da energia produzida durante o dia em locais onde os painéis solares não estejam ligados à rede de transmissão de energia.
* Locais em latitudes médias e altas (Ex: Finlândia, Islândia, Nova Zelândia e Sul da Argentina e Chile) sofrem quedas brusca s de produção durante os meses de inverno devido à menor disponibilidade diária de energia solar. Locais com frequente cobertura de nuvens (Curitiba, Londres), tendem a ter variações diárias de produção de acordo com o grau de nebulosidade.
* As formas de armazenamento da energia solar são pouco eficientes quando comparadas por exemplo aos combustíveis fósseis (carvão, petróleo e gás), a energia hidroelétrica (água) e a biomassa (bagaço da cana ou bagaço da laranja).

Tipos de Energia Solar

Método de captura direto significa que há apenas uma transformação para fazer da energia solar um tipo de energia utilizável pelo homem. Exemplos: A energia solar atinge uma célula fotovoltaica criando eletricidade. (A conversão a partir de células fotovoltaicas é classificada como direta, apesar de que a energia elétrica gerada precisará de nova conversão - em energia luminosa ou mecânica, por exemplo - para se fazer útil.) A energia solar atinge uma superfície escura e é transformada em calor, que aquecerá uma quantidade de água, por exemplo - esse princípio é muito utilizado em aquecedores solares.

Método de captura indireto significa que precisará haver mais de uma transformação para que surja energia utilizável. Exemplo: Sistemas que controlam automaticamente cortinas, de acordo com a disponibilidade de luz do Sol.

Sistemas passivos são geralmente diretos, apesar de envolverem (algumas vezes) fluxo em convecção, que é tecnicamente uma conversão de calor em energia mecânica.

Sistemas ativos são sistemas que apelam ao auxílio de dispositivos elétricos, mecânicos ou químicos para aumentar a efetividade da coleta. Sistemas indiretos são quase sempre também ativos.


Coletor solar

A radiação solar pode ser absorvida por coletores solares, principalmente para aquecimento de água, a temperaturas relativamente baixas (inferiores a 100ºC). O uso dessa tecnologia ocorre predominantemente no setor residencial(2), mas há demanda significativa e aplicações em outros setores, como edifícios públicos e comerciais, hospitais, restaurantes, hotéis e similares. Esse sistema de aproveitamento térmico da energia solar, também denominado aquecimento solar ativo, envolve o uso de um coletor solar discreto. O coletor é instalado normalmente no teto das residências e edificações. Devido à baixa densidade da energia solar que incide sobre a superfície terrestre, o atendimento de uma única residência pode requerer a instalação de vários metros quadrados de coletores. Para o suprimento de água quente de uma residência típica (três ou quatro moradores), são necessários cerca de 4 m2 de coletor. Um exemplo de coletor solar plano é este:





Abaixo imagem mostrando a Radição solar global diária - média anual típica (W h/m2. dia)






ENERGIA CINÉTICA




Energia Cinética, é uma das formas da energia mecânica ,é definida como energia de movimento, porque ela está associada ao estado de movimento de um corpo. Sua equação foi resultado do estudo do trabalho produzido por uma força mecânica, aplicada em um corpo em repouso ou já em movimento, alterando sua velocidade para um valor maior (acelerando-o) ou para um valor menor (retardando-o), produzindo no corpo uma nova quantidade de movimento. O conceito de energia cinética é aplicado na construção de Usinas Hidroéletricas.

O trabalho é definido como o produto escalar de uma força aplicada a um corpo pela distância percorrida pelo corpo durante a aplicação dessa força.

T = F . d . cos ø.

Onde ø é o ângulo entre a força e o deslocamento.

De onde ela veio?

Se o caminhão fosse mais leve, será que o estrago seria o mesmo?Será que se o caminhão estivesse a 40 km/h, e não a 80 km/h, o estrago teria sido tão grande? Muitos objetos podem realizar trabalho porque eles estão se movendo. Um martelo repousando sobre um prego não realiza trabalho algum, isto é, não tem energia suficiente para faze-lo penetrar numa tábua. Mas, movimentando-o com certa velocidade, ele adquire a energia necessária para isso.

Uma bola colocada sobre um pedaço de vidro plano não tem peso suficiente para quebrá-lo. Mas, se for lançada contra a vidraça, reduzirá o vidro a pedaços. Se o martelo for bastante pesado, basta movimentá-lo com pequena velocidade para pregar o prego; mas, se o martelo for leve, precisamos imprimir-lhe maior velocidade. Se a bola for pesada, quebrará a vidraça mesmo com pequena velocidade; uma bola leve só quebrará a vidraça o vidro se estiver com grande velocidade. A energia que um corpo adquire quando está em movimento chama-se energia cinética.

A energia cinética depende de dois fatores: da massa e da velocidade do corpo em movimento.

Energia de um corpo é sua capacidade de produzir trabalho. Energia, como o trabalho, pode ser medida em quilogrâmetros ou em grama-centímetros.

Energia cinética é a energia de movimento.

Energia potencial é energia de posição. Ep (gravitacional) = P x d. Quando um corpo ganha energia, outros corpos perdem igual quantidade. Energia nunca é criada ou destruída. Energia pode ser transformada de uma espécie em outra. NA quantidade de movimento de um corpo é dada por Ela é uma grandeza vetorial. Quantidade de movimento não pode ser criada nem destruída.

Energia potencial ou energia cinética? O atleta tem energia potencial, cinética, ou ambas?

Que rebatida! O jogador de "baseball" transfere energia cinética do bastão para a bola. Se o bastão duplica a velocidade da bola rebatida a quantidade de movimento dela também é duplicada; que é que acontece com a energia cinética da bola?


Energia Potencial

Energia potencial (simbolizado por U ou Ep) é a forma de energia que se encontra em um determinado sistema e que pode ser utilizada a qualquer momento para realizar trabalho. A energia potencial é o nome dado a forma de energia quando está “armazenada”, isto é, que pode a qualquer momento manifestar-se. Por exemplo, sob a forma de movimento. A energia hidráulica e a energia nuclear, são exemplos de energia potencial, dado que consistem em energias que estão "armazenadas".

Energia Potencial Gravitacional:

é a energia potencial mais familiar, porque é muito vista no dia-à-dia, aparecendo em muitos tipos de movimentos em que é convertida em energia cinética, como por exemplo: na queda de objetos, no sistema solar, no balançar do pêndulo, no arremesso de dardos, ao pular, e muitos outros exemplos em que envolve a gravidade.
O seu potencial tem como causa, como o nome sugere, a força da
gravidade, que por definição, está relacionada com a massa dos corpos e sua distância.
Distâncias (h) pequenas, à superfície do corpo:
Ou para grandes distâncias (exemplos: satélites artificiais ou naturais, etc):
(Negativa, uma vez que o referencial é tomado como do centro da Terra para o universo.)
sendo R a distância entre os dois corpos.
FÓRMULA:
Ep = m.g .h
Sendo: Ep = energia potencial gravitacionalm = massag =
gravidade = aceleração (para corpos localizados na Terra)h = altura

Energia Potencial Elástica:

é a energia potencial de uma corda ou mola que possui elasticidade.
Se considerarmos que uma mola apresenta comportamento ideal, ou seja, que toda
energia que ela recebe para se deformar ela realmente armazena, podemos escrever que a energia potencial acumulada nessa mola vale:
Nessa equação, "x" representa a deformação (
contração ou distensão) sofrida pela mola, e "K" chamada de constante elástica, de certa forma, mede a dificuldade para se conseguir deformá-la. Molas frágeis, que se esticam ou comprimem facilmente, possuem pequena constante elástica. Já molas bastante duras, como as usadas na suspensão de um automóvel, possuem essa constante com valor elevado. Pela equação de energia potencial elástica, podemos notar algo que nossa experiência diária confirma: quanto maior a deformação que se quer causar em umas mola e quanto maior a dificuldade para se deformá-la (K), maior a quantidade de energia que deve ser fornecida a ela (e conseqüentemente maior a quantidade de energia potencial elástica que essa mola armazenará).

Quando alguém puxa a corda de um
arco e flecha, quando estica ou comprime uma mola ou quando salta em um Bungee jumping, em todos esses casos, energia está sendo utilizada para deformar um corpo. Para poder acertar o alvo, um arqueiro tem que usar energia de seus músculos para puxar a flecha para trás e o arco para frente. Dessa forma, a corda desse instrumento fica esticada e com certa quantidade de energia armazenada. Quando o arqueiro solta a corda, a flecha recebe parte dessa energia e, com isso, adquire movimento.
Assim como nos exemplos citados, sempre que um corpo é deformado e mantém a capacidade de diminuir essa deformação (voltando ao formato original ou não), dizemos que esse corpo armazenou uma modalidade de energia chamada de energia potencial elástica. Agora, o nome potencial é originado do fato de o corpo esticado ou comprimido pode adquirir movimento espontaneamente após ser liberado. A denominação elástica vem do fato de a capacidade de deformar e voltar ao normal ser chamada de elasticidade.
Nosso
organismo, por exemplo, possui uma proteína chamada elastina - responsável por dar elasticidade à nossa pele. Quando pressionamos ou puxamos a pele de alguém, energia potencial elástica fica armazenada permitindo que a pele retorne ao formato natural. Se não fosse assim, caso apertássemos o braço de alguém, ele ficaria deformado para sempre.

Energia Potencial Elétrica:

é a energia que determinado objeto ou partícula eletrizado adquire quando colocado na presença de um campo elétrico. Ele pode ser calculado pelas seguintes expressões:
, em que K é a constante elétrica do meio, Q a carga geradora do
potencial elétrico, q a carga que vai ser dotada de energia, e d a distância atual entre elas (cargas) e d0 é a distância de referência.
, onde V é o potencial elétrico.
A unidade de energia potencial elétrica no
SI é o Joule.



domingo, 16 de agosto de 2009

ENERGIA EÓLICA


ENERGIA EÓLICA
Esta energia é gerada através do vento. Ela é usada desde a antiguidade como por exemplo nos barcos impulsionados à vela e também para fazer funcionar a engrenagem de moinhos. Atualmente obtemos energia eólica através de aerogeradores que são grandes turbinas colocadas sempre em locais de muito vento. É o movimento das turbinas, através de um gerador, que produz a energia. Para obter grande quantidade de energia, os aerogeradores devem ser agrupados em parques eólicos, mas podem também serem utilizadas em locais isolados para abastecer localidades distantes da rede de energia. Os custos com a construção de cada aerogerador podem alcançar milhões de reais, mas em compensação, os custos com manutenção são baixos e o custo com combustível é zero.
A energia eólica é considerada uma das mais promissoras fontes naturais de energia pelo motivo de ser renovável, que não se esgota. Em alguns países como a Dinamarca, a Alemanha, Portugal e Espanha, a energia elétrica através do vento tem uma parcela significativa. A energia eólica é renovável, limpa, amplamente distribuída globalmente, e, se utilizada para substituir fontes de combustíveis fósseis, auxilia na redução do efeito estufa. Se os governantes souberem administrar corretamente cada local e investir no que realmente faz bem para o Planeta Terra, poderemos em breve desfrutar da energia eólica e colaborar com um mundo melhor.

Vantagens da Energia Eólica
• É inesgotável;
• Não emite gases poluentes nem gera resíduos;
• Diminui a emissão de gases de efeito de estufa (GEE).

Vantagens para a comunidade
• Os parque eólicos são compatíveis com outros usos e utilizações do terreno como a agricultura e a criação de gado;
• Criação de emprego;
• Geração de investimento em zonas desfavorecidas;
• Benefícios financeiros (proprietários).

Vantagens para o estado
• Reduz a elevada dependência energética do exterior;
• Poupança devido à menor aquisição de direitos de emissão de CO2 por cumprir o protocolo de Quioto e diretivas comunitárias e menores penalizações por não cumprir;
• Possível contribuição de cota de GEE para outros sectores da atividade econômica;
• É uma das fontes mais baratas de energia podendo competir em termos de rentabilidade com as fontes de energia tradicionais.
Vantagens para os promotores
• Requer escassa manutenção (semestral);
• Boa rentabilidade do investimento.
Desvantagens da energia eólica
• A intermitência, ou seja, nem sempre o vento sopra quando a eletricidade é necessária, tornando difícil a integração da sua produção no programa de exploração;
• Pode ser ultrapassado com as pilhas de combustível (H2) ou com a técnica da bombagem hidroelétrica.

NO BRASIL

O Brasil é o melhor país para investimentos na área de energias renováveis no mundo, sendo o Rio Grande do Norte o Estado que oferece as melhores condições para implantação de usinas eólicas, apresentando ventos intensos e constantes, uma clara política de apoio ao setor e diversas empresas interessadas em investir em energia eólica, ocupando assim lugar de destaque no setor eólico do país.

O potencial energético do Estado aponta para 5% do seu território, com capacidade de abastecer toda a região Nordeste e perspectivas de ampliação da capacidade de produção de 51 megawatts para 4 mil megawatts, em quatro anos.

No total, os investimentos podem chegar a R$ 7 bilhões, correspondendo ao abastecimento de uma cidade com cinco milhões de habitantes.

Um estudo conduzido e publicado recentemente por pesquisadores do Instituto Nacional de pesquisas Espaciais (INPE), concluiu que os Estados nordestinos voltados para o Hemisfério Norte são os maiores promissores quanto à utilização da força dos ventos como fonte alternativa para a geração de energia elétrica.Ventos com velocidade adequada para a geração de energia – a mais de 7 metros por segundo – fazem do Rio Grande do Norte, mais especificamente, um gigantesco parque eólico em potencial.

O Rio Grande do Norte tem dois parques eólicos em funcionamento. Um deles, controlado pelo grupo espanhol Iberdrola, está localizado em Rio do Fogo, gerando atualmente 49,3 megawatts (MW) de energia e têm capacidade suficiente para abastecer uma cidade com 75 mil habitantes. O outro parque, situado em Diogo Lopes, foi a primeira usina de energia eólica implantada pela Petrobrás (2004) gerando 1,8 MW. Seu campo de produção dispõe de três aerogeradores com potência de 600 KW cada, capaz de alimentar uma cidade de 10 mil habitantes.

Uma das áreas de potencial eólico que ganhou especial atenção no Estado é a Serra de Santana, na região Seridó. Diferente dos projetos do Litoral Norte onda as áreas são grandes e congregam cerca de oito proprietários por projetos, no interior do Rio Grande do Norte um único projeto possui de 100 a 300 contratos de arrendamento.

Para tentar dirimir dúvidas e buscar soluções, o governo reuniu empresas, proprietários de terras e representantes das prefeituras locais, objetivando a formulação de um contrato padrão que passará por uma leitura pública de aprovação.

O Estado já apresenta um total de 700 proprietários com contratos de arrendamento para pesquisa e instalação de projetos.

INVESTIMENTOS

Vários investimentos têm sido realizados nessa área pelo governo do Rio Grande do Norte, atraindo potenciais investidores nacionais e/ou internacionais, empresas de grande porte – que vêem no Estado alto potencial em desenvolvimento econômico.

Estado fará ainda um acordo de cooperação com o governo da Espanha visando o desenvolvimento conjunto de políticas públicas de incentivo à geração energética a partir das fontes renováveis eólica, solar e biomassa.

A implementação de um arco coletor será outro grande investimento do Estado nesse setor, onde passarão as linhas de transmissão de energia, sugerindo ainda uma única linha de transmissão, um empreendimento coletivo para o escoamento de energia produzida nos parques. Depois do processo de licitação, esse arco coletor alternativo passará a integrar o sistema da Translitorânea, que é justamente a linha de transmissão estatal que vem do Ceará e corta todo o território potiguar.

PÓLO INDUSTRIAL EÓLICO

Os governos do Rio Grande do Norte e Ceará pretendem estimular a criação de um Pólo Industrial Bilateral Eólico para os dois Estados, pelo potencial eólico apresentado entre o litoral leste Cearense e a Costa Branca Potiguar (Tibau - Touros).

Os dois Estados iniciarão as discussões e, a partir de um pré-projeto, os dois governos irão finalizar um pacote de benefícios conjuntos e promover o empreendimento junto aos investidores, que deverão enxergar vantagens em executar nesta região, fatores como acesso por meio de estradas retas - importantes no transporte dos gigantescas peças de aerogeradores, tanto pás como torres - gás natural acessível (Gasfor), água e energia, área disponível, eqüidistância dos portos e aeroportos dos dois Estados e mão-de-obra qualificável. Mais do que um complexo industrial comum, o pólo industrial será um conceito de parceria bilateral inédito no Brasil, entre Estados vizinhos.

CADASTRO EÓLICO

Com o objetivo de organizar as informações sobre projetos e investidores do setor, foi lançado em dezembro de 2008 o Cadastro Estadual de Projetos Eólicos, apresentando uma estimativa total de potência instalada de 2000 megawatts (MW), mais que o dobro da necessidade de consumo do Estado, que é de aproximadamente 600 MW. Se consolidados esses projetos contribuirão decisivamente para que o Rio Grande do Norte saia da condição de importador para exportador de energia elétrica.

O cadastro eólico atua no mapeamento dos dados técnicos e econômicos, com objetivo de dar clareza ao campo eólico e melhorar os investimentos no setor, tendo recebido projetos de empresas com interesse em exploração da energia eólica no Rio Grande do Norte. Atualmente, o cadastro conta com 37 projetos inscritos com uma potência estimada em 1.500 megawatts cadastrados.

LEILÕES EÓLICO FEDERAL

O Governo do Estado formalizou o pedido de realização de um leilão para implantação de usinas eólicas no Rio Grande do Norte oficialmente ao Ministério das Minas e Energias (MME), sugerindo ainda a elaboração de um calendário anual de leilões, para dar maior segurança aos investidores e permitir a atração de indústrias de equipamentos como torres e turbinas para o Rio Grande do Norte.

O leilão objetiva garantir uma reserva de energia, complementando a matriz energética atual, e ao mesmo tempo assegurar a viabilidade financeira de projetos de energia eólica.

O primeiro leilão de energia eólica, que será feito no dia 25 de novembro, teve 441 empreendimentos inscritos, o equivalente a 13.341 MW de potência. Mais de 9.000 MW ou 72% do total inscrito é da região Nordeste.Só no Rio Grande do Norte são 134 projetos (4.745 MW) e no Ceará 118 (2.743 MW). O Rio Grande do Sul é o terceiro estado em número de projetos inscritos, com 86 empreendimentos (2.894 MW).

Nesse contexto, o Estado desponta no setor eólico do país, com potencial necessário à execução de quaisquer investimentos e alta atratividade a investidores que prometem alavancar a economia do Estado.



Curiosidades:


sábado, 15 de agosto de 2009

Energia Nuclear!!!

A Energia Nuclear é a energia liberada durante a fissão ou fusão dos núcleos atômicos. As quantidades de energia que podem ser obtidas mediante processos nucleares superam em muitas as que se pode obter mediante processos químicos, que só utilizam as regiões externas do átomo.
Alguns isótopos de certos elementos apresentam a capacidade de através de reações nucleares, emitirem energia durante o processo. Baseia-se no princípio que nas reações nucleares ocorre uma transformação de massa em energia. A reação nuclear é a modificação da composição do núcleo atômico de um elemento podendo transformar-se em outros elementos. Esse processo ocorre espontaneamente em alguns elementos; em outros se deve provocar a reação mediante técnicas de bombardeamento de nêutrons ou outras.
Existem duas formas de aproveitar a energia nuclear para convertê-la em calor: A fissão nuclear, onde o núcleo atômico se subdivide em duas ou mais fusão nuclear, na qual ao menos dois núcleos atômicos se unem para produzir um novo núcleo.
A principal vantagem da energia nuclear obtida por fissão é a não utilização de combustíveis fósseis, não lançando na atmosfera gases tóxicos, e não sendo responsável pelo aumento do efeito estufa.

Utilização da Energia Nuclear
A energia Nuclear pode substituir fontes de energia e também substituir alguns combustíveis.
A utilização dela vem crescendo a cada dia e é uma das alternativas menos poluentes, permite adquirir muita energia em um espaço pequeno e instalações de usinas perto dos centros consumidores, reduzindo o custo de distribuição de energia.A energia nuclear torna-se mais uma opção para atender com eficácia à demanda energética no mundo moderno.
A fissão nuclear do urânio é a principal aplicação civil da energia nuclear. É usada em centenas de centrais nucleares em todo o mundo, principalmente em países como a França, Japão, Estados Unidos, Alemanha, Suécia, Espanha, China, Rússia, Coréia do Norte, Paquistão Índia, entre outros.



Países e Locais que utilizam Energia Nuclear:
Os países europeus são os que mais utilizam a energia nuclear. Levando-se em consideração a produção total de energia elétrica no mundo, a participação da energia nuclear saltou de 0,1% para 17% em 30 anos, fazendo-a aproximar-se da porcentagem produzida pelas hidrelétricas. De acordo com a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) no final de 1998 havia 434 usinas nucleares em 32 países e 36 unidades sendo construídas em 15 países. A decisão de construir usinas depende em grande parte dos custos de produção da energia nuclear.
A fissão nuclear é a principal aplicação civil da energia nuclear. É usada em centenas de centrais nucleares em todo o mundo, principalmente em países como a França, Japão, Estados Unidos, Alemanha, Suécia, Espanha, China, Rússia, Coréia do Norte, Paquistão Índia, entre outros.

Como funciona uma usina nuclear ?
O funcionamento de uma usina nuclear é bastante parecido ao de uma usina térmica. A diferença é que ao invés de nós termos calor gerado pela queima de um combustível fóssil, como o carvão, o óleo ou gás, nas usinas nucleares o calor é gerado pelas transformações que se passam nos átomos de urânio nas cápsulas de combustível. O calor gerado no núcleo do reator aquece a água do circuito primário. Esta água circula pelos tubos de um equipamento chamado Gerador de Vapor. A água de um outro circuito em contato com os tubos do Gerador de Vapor se vaporiza a alta pressão, fazendo gerar um conjunto de turbinas que tem junto a seu gerador elétrico. O movimento do gerador elétrico produz a energia, entregue ao sistema para distribuição.

Funcionamento de uma usina nuclear


Elementos mais usados como fonte de energia
-Tório
As novas gerações de centrais nucleares utilizam o tório como fonte de combustível adicional para a produção de energia ou decompõe os resíduos nucleares em um novo ciclo denominado fissão assistida. Os defensores da utilização da energia nuclear como fonte energética consideram que estes processos são, atualmente, as únicas alternativas viáveis para suprir a crescente demanda mundial por energia ante a futura escassez dos combustíveis fósseis.
-Urânio
A principal finalidade comercial do urânio é a geração de energia elétrica. Quando transformado em metal, o urânio torna-se mais pesado que o chumbo, pouco menos duro que o aço e se incendeia com muita facilidade.
-Actínio
O Actínio é um metal prateado, altamente radioativo, com radioatividade 150 vezes maior do que o urânio. Usado em geradores termoelétricos.

Conseqüências da Energia Nuclear:
A tecnologia nuclear é perigosa, já causou acidentes graves como o de Three Mile Island (EUA) e Chernobil (Ucrânia), com milhares de mortes e enfermidades decorrentes desses acidentes, além da perda de grandes áreas. A utilização desse tipo de tecnologia continua apresentando graves riscos para toda a humanidade. Reatores nucleares e instalações complementares geram grandes quantidades de lixo nuclear que precisam ficar sob vigilância por milhares de anos. Não se conhecem técnicas seguras de armazenamento do lixo nuclear gerado.
O horror nuclear em Hiroshima e Nagasaki marcou a primeira e única vez em que armas atômicas foram usadas deliberadamente contra seres humanos. Mais de 100 mil pessoas morreram nos ataques de 6 a 9 de Agosto de 1945 e outros milhares morreriam nos anos seguintes sofrendo de complicações causadas pela radiação.

Desastres Nucleares
-Chernobyl
No dia 26 de abril de 1986, um experimento mal conduzido, aliado a problemas estruturais da usina e outros fatores, causou a explosão do quarto reator de Chernobyl. Cerca de 31 pessoas morreram na explosão e durante o combate ao incêndio. Outras centenas faleceram depois, por causa da exposição aguda à radioatividade, num grau 400 vezes maior que o da bomba de Hiroshima.
-Bomba Nuclear
Uma bomba atômica é uma arma explosiva cuja energia deriva de uma reação nuclear e tem um poder destrutivo imenso uma única bomba é capaz de destruir uma cidade inteira. Bombas atômicas só foram usadas duas vezes em guerra, pelos Estados Unidos contra o Japão nas cidades de Hiroshima e Nagasaki, durante a Segunda Guerra Mundial. No entanto, elas já foram usadas centenas de vezes em testes nucleares por vários países.
-Usina Nuclear (E.UA)
A usina nuclear de Three Mile Island, na Pensilvânia, corre o risco de derretimento, o mais grave tipo de acidente nuclear. A ameaça provém de uma bolha de vapor existente dentro do reator, que pode aumentar de tamanho à medida que as pressões internas forem relaxadas, deixando o núcleo sem a água vital para seu resfriamento. Nuvens de partículas radioativas já escaparam do reator para a atmosfera, mas os técnicos em radioatividade afirmam que o risco de contaminação ainda é pequeno.

Energia nuclear no Brasil
A procura da tecnologia nuclear no Brasil começou na década de 50, com Almirante Álvaro Alberto, que entre outros feitos criou o Conselho Nacional de Pesquisa, em 1951, e que importou duas ultra-centrifugadoras da Alemanha para o enriquecimento do urânio, em 1953.
A decisão da implementação de uma usina nuclear no Brasil aconteceu em 1969. E que em nenhum momento se pensou numa fonte para substituir a energia hidráulica, da mesma maneira que também após alguns anos, ficou bem claro que os objetivos não eram simplesmente o domínio de uma nova tecnologia. O Brasil estava vivendo dentro de um regime de governo militar e o acesso ao conhecimento tecnológico no campo nuclear permitiria desenvolver não só submarinos nucleares mas também armas atômicas.
Em 1974,, as obras civis da Usina Nuclear de Angra 1 estavam em pleno andamento quando o Governo Federal decidiu ampliar o projeto, autorizando a empresa Furnas a construir a segunda usina.
Mais tarde, em 1975, com a justificativa de que o Brasil já mostrava falta de energia elétrica para meados dos anos 90 e início do século 21, uma vez que o potencial hidroelétrico já se apresentava quase que totalmente instalado, foi assinado na cidade alemã de Bonn o Acordo de Cooperação Nuclear, pelo qual o Brasil compraria oito usinas nucleares e possuiria toda a tecnologia necessária ao seu desenvolvimento nesse setor.
Desta maneira o Brasil dava um passo definitivo para o ingresso no clube de potências atômicas e estava assim decidido o futuro energético do Brasil, dando início à Era Nuclear Brasileira.

Usina nuclear de Angra dos Reis

sexta-feira, 14 de agosto de 2009

Energia Hidrelétrica!

Energia Hidrelétrica



Como vimos na introdução sobre energia, sabemos que uma das formas de obtermos energia é através de hidrelétricas, sendo que esta é uma das formas menos poluentes, pois ela não gera resíduos que poluem o meio ambiente.
A
energia hidrelétrica é concebida a partir da força das águas e normalmente utilizamos rios para impulsionar suas turbinas, além dos desníveis do relevo e quedas construídas pelo homem ajudam nesse processo.

Por isso dizemos que essa forma de obter energia é menos agressiva ao nosso ambiente do que a do petróleo ou a do carvão ela é também mais barata do que outras como a energia nuclear.

Claro que essa forma de gerar energia também tem seus pontos negativos, pois ela pode causar danos ao ambiente e aos seres vivos, pois ela necessita da construção de enormes reservatórios que represam as águas de rios de modo que formem quedas responsáveis por movimentar as turbinas, e por esse motivo enormes áreas são inundadas, cobrindo florestas, matando animais, comprometendo rios menores e seus peixes e provocando alterações nas características climáticas, hidrológicas e geomorfológicas locais.

Para que este tipo de geração de energia seja possível é necessário que se tenha rios com grande volume de água e corram sobre relevo do tipo planalto, propiciando assim as famosas quedas de água; e é por esse motivo que nem todos países tem condições naturais para a implantação das usinas hidrelétricas.




A energia hidrelétrica no Brasil e no mundo ...

A fonte de energia através de hidrelétricas começou a ser utilizada por volta de 1860, na Europa, entretanto o seu uso foi efetivamente difundido após a Segunda Guerra Mundial quando inúmeras usinas foram construídas.
Nos dias de hoje sabemos que a utilização desse tipo de energia corresponde a apenas 2,5% do total da energia usada no mundo e 15% da eletricidade gerada no mundo são oriundas dessa fonte, ou seja, a participação desse tipo de geração de energia ainda é, de certa forma, modesta.

O Brasil, devido a enorme quantidade de rios que possui em seu território, tem a maior parte da sua energia elétrica disponível proveniente de grandes usinas hidrelétricas. E por isso na lista de países que utilizam essa forma de obter energia, o Brasil se encontra apenas atrás do Canadá dos Estados Unidos, dessa forma o terceiro maior do mundo em potencial hidrelétrico. Outro país que possui grande potencial para geração de energia hidrelétrica é a Rússia.

Estes países possuem este potencial, pois seus territórios são de dimensões continentais e abrigam uma grande quantidade de rios.

No Brasil, a geração hidráulica é responsável por cerca de 40% da oferta interna de energia, percentual ligeiramente superior ao do petróleo e do gás natural somados que é de 37%, e por mais de 90% do suprimento de eletricidade no país.

O país possui 403 usinas em operação e 25 em construção, além de mais de 3.500 unidades registradas no Sistema de Informação do Potencial Hidrelétrico Brasileiro, em fases diversas de avaliação ou planejamento; e as bacias brasileiras com maior potencial hidrelétrico são a do Paraná (59.183MW) e a do Amazonas (105.440MW).

A maior usina hidrelétrica do mundo está situada no rio Paraná, a Usina de Itaipu Binacional, que foi um empreendimento conjunto do Brasil e do Paraguai, com potência instalada de 12.600 megawatts.

Funcionamento de uma usina Hidrelétrica

Uma usina hidrelétrica é um complexo arquitetônico, um conjunto de obras e de equipamentos, que tem por finalidade produzir energia elétrica do aproveitamento do potencial hidráulico existente em um rio.

A energia primária de uma hidrelétrica é a energia potencial gravitacional da água contida numa represa elevada, e antes dela se tornar energia elétrica, a energia primária deve ser convertida em energia cinética de rotação, sendo que o dispositivo que realiza essa transformação é a turbina.

Esta turbina consiste basicamente em uma ro

da dotada de pás, que é posta em rápida rotação ao receber a massa de água; e o último elemento dessa cadeia de transformações é o gerador, que converte o movimento rotatório da turbina em energia elétrica. Essa energia elétrica é transmitida então para uma ou mais linhas de transmissão que é interligada à rede de distribuição.

Um sistema elétrico de energia é constituído por uma rede interligada por linhas de transmissão (transporte); e nessa rede estão ligadas as cargas (pontos de consumo de energia) e os geradores (pontos de produção de energia). Uma u

sina hidrelétrica é, portanto, uma instalação ligada à rede de transp

orte que injeta uma porção da energia solicitada pelas cargas.



Usinas H

idrelétricas "Brasileiras"

Usina Hidr

elétrica de Tucuruí

A Usina Hidrelétrica de Tucuruí constitui uma das maiores obras da engenharia mundial é a maior usina hidrelétrica potência 100% brasileira (8.370 MW), localizada a cerca de 400 km de Belém no estado do Pará, município de Tucuruí. foi construída para a geração de energia elétrica e para tornar navegável um t

recho do rio Tocantins de corredeiras, ultrapassadas através de uma eclusa. A extensão total da barragem de terra tem 11 km.



Usina Hidrelétrica de Itaipu

A Usina Hidrelétrica de Itaipu é a maior usina hidrelétrica em operação no mundo, porém ela não pode ser considerada Brasileira, e sim uma Binacional pois ela foi construída pelo Brasil e pelo Paraguai.

Ela está localizada no rio Paraná, trecho de fronteira entre esses dois países, 14 quilômetros norte da Ponte da Amizade. A área do projeto se estende desde Foz do Iguaçu, no Brasil, e Ciudad del Este, no Paraguai; até Guaíra, no Brasil, e Salto del Guai´ra, no Paraguai.


A potência instalada nessa usina hidrelétrica é de cerca de 12.600 MW, o que a torna responsável pelo suprimento de mais de 80% da energia elétrica consumida em todo o Paraguai e cerca de 30% do abastecimento das regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste do Brasil, regiões que concentram cerca de 65% da população brasileira