Mensagem do dia ~*

“Quando a última árvore tiver caído,
quando o último rio tiver secado,
quando o último peixe for pescado,
vocês vão entender que dinheiro não se come.”

Greenpeace

quinta-feira, 27 de agosto de 2009

Energia limpa é oportunidade econômica para o Brasil


O Brasil tem uma situação privilegiada em um mundo ameaçado pelas mudanças climáticas. É um dos poucos países – e certamente a única grande economia – com possibilidade de gerar toda a sua eletricidade a partir de fontes limpas. Cerca de 83% de nossa eletricidade vem de usinas hidrelétricas ou nucleares, que não geram emissões poluentes para a atmosfera.

É uma posição invejada por países como a China, que tem uma matriz energética 70% dependente do carvão, o mais poluente dos combustíveis. Mesmo a Alemanha, louvada no mundo por suas iniciativas verdes, só produz 14% de sua eletricidade a partir de fontes renováveis.

Isso pode ser uma vantagem competitiva para o país. Primeiro porque, nos próximos anos, mesmo as nações em desenvolvimento provavelmente terão de assumir metas para reduzir ou limitar as emissões poluentes. Em segundo lugar porque blocos como a União Europeia já discutem taxar as indústrias pela emissão de carbono. Nesse cenário, as empresas ficariam atraídas a implantar fábricas em países com geração de eletricidade mais limpa. Apesar de tão importante para o desenvolvimento industrial do país, a manutenção de nossa matriz energética pouco poluidora tem sido esquecida diante do desafio de conter o desmatamento.

Por causa da devastação das florestas, responsável por 75% de nossas emissões de poluentes, o Brasil está em quinto lugar no ranking global dos grandes poluidores. Mas a Amazônia pode deixar de ser um problema ambiental e virar parte da solução. O mecanismo que pode permitir receber dinheiro pela preservação, chamado Redução de Emissões por Desmatamento e Degradação (REDD), será um dos temas mais importantes nas negociações internacionais sobre como o mundo deve enfrentar as mudanças climáticas, em dezembro, na Dinamarca. Muitos países estão dispostos a pagar para o Brasil não derrubar suas matas. É o começo de um futuro mercado para as florestas, similar à bolsa de créditos de carbono, na qual quem reduz suas emissões do gás pode vender certificados a quem não conseguiu cumprir suas metas de redução. Se o REDD for aceito como um instrumento de combate à crise climática, o Brasil poderá receber dinheiro para financiar medidas de fiscalização e incentivo à produção florestal sustentável.

É uma tendência ótima para o país. Só que ela nos desvia de outra preocupação para o futuro – continuar produzindo energia limpa. A seguir, os principais desafios do país.



Compensar os meses de baixa produção hidrelétrica – O Brasil precisa de alternativas para as hidrelétricas entre os meses de junho e novembro, quando os reservatórios estão mais baixos, pela redução nas chuvas. Para suprir essa lacuna, o plano decenal de energia do governo federal prevê a construção de 81 usinas térmicas até 2017, das quais 68 alimentadas por combustíveis fósseis, que produzem gases do efeito estufa. A opção poderia ser outra. Estudos da Empresa de Pesquisa Energética concluem que o potencial brasileiro para geração eólica é de 143 gigawatts. É mais que uma vez e meia a capacidade instalada de todas as nossas usinas hidrelétricas, nucleares e termoelétricas juntas. Mas hoje não aproveitamos nem 1% do potencial dos ventos.



Aumentar a eficiência energética das casas – Parte da demanda de eletricidade é causada por ineficiência nos prédios e nas casas. O Brasil tem baixo uso de lâmpadas fluorescentes, de menor consumo. E 15% da demanda nacional de eletricidade nos horários de pico é puxada só pelos chuveiros elétricos. Um exemplo de como resolver isso é a Espanha. A partir de 2003, o país começou a exigir que as novas construções usassem aquecimento solar ou a gás. E as prefeituras, como a de Barcelona, passaram a subsidiar a troca de aquecimento elétrico por gás e solar.




Substituir o diesel de ônibus e caminhões – Os programas para usar combustível de origem vegetal e não poluente nos veículos pesados ainda não ganharam escala – diferentemente do etanol, que vem da cana, o biodiesel é produzido a partir de óleos vegetais, como óleo de mamona, soja, dendê, girassol e algodão, que geralmente têm maior valor comercial se vendidos para outros fins. Daí que o biodiesel atinge apenas 3% do combustível usado por nossa frota. Países como a China, os Estados Unidos e a Alemanha apostam em mais trens e navios para transportar cargas. Agora estão adotando ônibus híbridos, elétricos e apostando no hidrogênio.



Melhorar a tecnologia dos automóveis – A frota mundial de veículos híbridos passou de 1 milhão e deverá dobrar nos próximos dois anos, mas até hoje não existe nenhum carro híbrido rodando no Brasil. “A barreira é econômica. Os carros híbridos saem mais caros que os convencionais”, diz Luso Ventura, diretor de Comissões Técnicas da Sociedade de Engenheiros da Mobilidade, a SAE Brasil. A grande chance do país no mercado dos híbridos seria adaptar esses motores à tecnologia flex nacional. Daria ao Brasil mais competitividade no mercado internacional. Hoje, apenas a Mitsubishi mostrou interesse em trazer a tecnologia ao país. “Deveríamos investir logo em híbridos para não ficar atrás no domínio da tecnologia, mas não acredito que isso vá acontecer por incentivo do governo, e sim por iniciativa das próprias empresas.”


Fonte: Revista Época

terça-feira, 25 de agosto de 2009

Energias Verdes!


O futuro do nosso planeta passará pela utilização de energias verdes e amigas do ambiente. As alterações climáticas, a poluição, a desflorestação, o degelo entre outras coisas vão ditar as regras num futuro muito próximo. Com a utilização de energias verdes, iremos cada vez menos usar as energias fósseis e não renováveis, tal como o petróleo e carvão.
Neste momento, as energias alternavias mais viáveis a curto prazo são as Energias Solares e as Energias Eólicas. Ambas têm sido aperfeiçoadas e investigadas para um dia serem uma das principais fontes de energia.
Todos devemos contribuir para “limpar o planeta” e até podemos começar pela nossa casa, com a utilização de equipamentos domésticos que façam aproveitamente da luz solar ou da força do vento.
Muitos destes equipamentos têm neste momento muitos beneficios fiscais que podem e devem ser aproveitados.

Ao contrário das energias fósseis, as energias verdes existem em abundância, isto porque são renováveis uma vez que o sol e o vento são fontes de energia que não acabam.



segunda-feira, 24 de agosto de 2009

Dicas do uso racional da Energia Elétrica

A todo momento vemos consumidores reclamando de sua conta de luz, mas os mesmos, na maioria das vezes não sabe fazer o uso adequado da energia que chega até nós; Sabendo usá-la estaremos além de diminuir a conta de luz, contribuindo com o meio ambiente; Então aí vão algumas dicas para saber usufruir da energia elétrica:

01. Substitua as lâmpadas incandescentes pelas fluorescentes. Além de iluminarem

melhor, economizam em 80% a energia elétrica e duram 10 vezes mais que as

lâmpadas comuns.

02. Durante o dia, dê preferência à iluminação natural. Abra cortinas, janelas e

persianas da sua casa e nunca esqueça de apagar as luzes de ambientes vazios.

03. Não pinte o teto e paredes internas de sua residência com cores escuras.

Ambientes assim exigem lâmpadas mais fortes, que consomem mais energia.

04. Mantenha portas e janelas fechadas durante a utilização do ar condicionado e

não instale o aparelho exposto aos raios solares.

05. A limpeza do filtro do ar-condicionado deve ser feita freqüentemente. A sujeira

acumulada dificulta a passagem do ar e força o aparelho. Isso provoca aumento

do consumo de energia.

06. Mantenha o aparelho de ar-condicionado desligado quando o ambiente em que

o mesmo se encontra estiver vazio.

Muitos consumidores reclamam do valor das contas de energia elétrica quando estas

chegam em suas casas. No entanto, muitas vezes esses mesmos consumidores não

fazem uso adequado da energia que chega até eles. Energia é um produto que se

compra mensalmente. Sabendo usá-la, você diminui o valor da sua conta sem deixar

de aproveitar os seus benefícios. Por isso, a Celpa preparou este manual sobre Dicas

de Uso Racional da Energia Elétrica. Leia e divulgue para todos aqueles que moram

com você. No final do mês, a economia será da sua conta.

07. Mantenha o termostato do ar-condicionado regulado num ponto médio. Não

precisa “nevar” no seu quarto. Se o aparelho tiver timer, programe-o para

desligar algumas horas antes de você acordar.

08. Coloque o chuveiro elétrico na posição "verão" nos dias quentes, pois o

consumo é 30% maior na posição "inverno".

09. Mantenha limpos os orifícios de passagem de água do seu chuveiro elétrico.

10. Evite tomar banho de chuveiro elétrico nos horários de pico (das 17h às 22h).

11. Observe a borracha de vedação da sua geladeira periodicamente. Vedação

defeituosa representa um dos maiores desperdícios de energia!

12. Evite armazenar líquidos ou alimentos quentes na geladeira nem coloque

líquidos em recipientes sem tampa, pois gastam mais energia.

13. Só abra a porta da geladeira quando necessário e evite deixá-la aberta por muito

tempo.

14. Nunca utilize a parte traseira das geladeiras para secar roupas ou tênis.

Mantenha as serpentinas sempre limpas e livres de objetos.

15. Freezer e geladeiras devem ser instalados em locais ventilados, longe de

qualquer fonte de calor e com espaço mínimo de 15 centímetros de paredes e

armários.

16. Nunca forre as prateleiras da geladeira com plásticos ou vidros. Isso dificulta a

passagem de ar, o que força o aparelho a trabalhar mais e provoca um grande

consumo de energia.

17. Limpe freqüentemente os filtros das lavadoras de roupas.

18. Utilize, nas lavadoras de roupa, a medida de sabão indicada pelo fabricante para

evitar enxágües repetidos.

19. Máquinas de lavar e secar devem ser ligadas somente quando houver a

quantidade máxima de peças para lavar. Assim, você evita a utilização

desnecessária.

20. Acumule a maior quantidade de roupas para passar de uma só vez e, se possível,

faça isso em um dia da semana. Passe primeiro as peças que requeiram

temperaturas mais baixas.

21. Evite passar roupa quando diversos aparelhos elétricos estiverem ligados ao

mesmo tempo.

22. Programe o timer de sua TV e evite o hábito de dormir com o aparelho ligado.

23. Reúna a família para assistir aos programas de TV. Esta é uma ótima maneira de

poupar gastos com vários aparelhos ligados ao mesmo tempo.

24. No computador, utilize recursos de descanso de tela.

25. Nunca deixe o computador, impressora ou outros periféricos ligados quando

não estiverem em uso.

FONTE: PROCEL

Uso Racional de Energia!

Os estudos preliminares sobre o potencial resultante do incremento da eficiência energética no Brasil, efetuados no âmbito do Plano Nacional de Energia, que projeta cenários energéticos para o ano 2030, indicam valores expressivos. Para a energia elétrica, os valores apresentados se baseiam em estimativas da Associação Brasileira das Empresas de Serviços de Conservação de Energia (Abesco) e Eletrobrás (Projeto Reluz) e indicam um potencial total de 29,7 TWh (terawatts-hora), cerca de 8,3% do consumo observado em 2005. Considerando um valor de R$ 130,00 por MWh, a implementação dessas medidas de eficiência nos sistemas elétricos poderia economizar R$ 3,86 bilhões anuais. Para setores utilizando derivados de petróleo e gás natural, o incremento da racionalidade energética alcançaria 5,5 milhões de TEP (toneladas equivalentes de petróleo), ou seja, 6,7% do consumo nacional de petróleo. Assumindo um preço médio para esses combustíveis de US$ 65,00 o barril e uma taxa de câmbio de 2,00 reais por dólar, a eliminação desse desperdício permitiria uma economia anual de 5,2 bilhões de reais.

Tais potenciais são estimativas preliminares, e espera-se que à medida que se promova seu desenvolvimento os valores sejam conhecidos de maneira mais consistente, bem como possam ser discriminados outros potenciais. Nesse sentido, a avaliação quantitativa e, quando possível, auditável dos resultados dos programas e das ações de eficiência energética é da maior relevância e tem despertado grande interesse. A principal dificuldade reside em estimar bem o consumo energético que deixa de ocorrer e a potência economizada, devendo se mencionar os esforços em curso para consolidar uma metodologia internacional de monitoramento e avaliação dos resultados dos programas de eficiência energética, por meio do Protocolo Internacional de Medição e Verificação de Performance (PIMVP). Uma detalhada e abrangente revisão dessas metodologias foi proposta pelo Programa de Avaliação das Medidas para a Eficiência Energética e Gerência da Demanda, desenvolvido pela Agência Internacional de Energia e com estudos de casos na Bélgica, no Canadá, na Coréia do Sul, na Dinamarca, na França, na Holanda, na Itália e na Suécia. Como regra geral, esse manual recomenda a comparação das curvas de carga antes e após a adoção das medidas de fomento da eficiência, cotejando assim as curvas de base (baselines) com as curvas de carga modificadas (IEA/DSM, 2006), como apresentado anteriormente para a avaliação do impacto do Selo Procel sobre o consumo de refrigeradores e congeladores.

Além da evolução tecnológica como fonte de alternativas para a redução dos desperdícios de energia, reitere-se a relevância de difundir hábitos e usos mais responsáveis. Medidas simples de conscientização podem levar a economias substantivas de combustíveis e energia elétrica, apenas pela redução das perdas e sem afetar os serviços providos pela energia.

domingo, 23 de agosto de 2009

SOL: O FUTURO DA ENERGIA



















A Terra recebe do Sol dez mil vezes mais energia que o atual consumo

mundial de eletricidade. Painéis solares fotovoltaicos, que transformam a luz
solar em energia elétrica, e coletores solares para aquecimento de água e
outros fins são tecnologias disponíveis que permitem gerar calor e eletricidade
de forma limpa, com baixos custos operacionais, facilidade e rapidez de
instalação, entre muitas outras vantagens.
A tecnologia solar é o futuro da energia, a solução para a redução da queima
de petróleo e outros combustiveis fósseis e para a estabilização do clima do
Planeta. Já começou a corrida pelo domínio deste mercado. Os EUA apressam
seu projeto de instalação de um milhão de casas com energia solar até o ano
2.010. 0 Japão quer instalar 4,6 GW fotovoltaicos até 2.010 e tem multiplicado
anualmente o número de casas com coletores solares em seus tetos. Também
existem projetos para instalação de 500 mil tetos solares na União Européia e
na Holanda. Gigantes do petróleo como a Shell e a British Petroleum têm
planos para competir por frações do mercado de energia solar.
Dada sua localização geográfica o Brasil é particularmente priviligiado por ter
uma insolação média superior à das nações industrilizadas. O país não pode
perder esta corrida. É preciso criar programas que promovam a criação da
indústria de energia solar no país. A Agência Nacional de Energia Elétrica, a
Agência Nacional do Petróleo e as empresas que operam no setor elétrico e
de combustíveis têm papel preponderante neste processo. O Brasil é solar.

Fonte: www.greenpeace.org.com